À Michelle Saldanha
Núbia Saldanha
Sei que tenho
Um coração afável
Assim tão doce
Feito de ternura e emoção
Sei que tenho
Um bem mui precioso
- Feliz e indelével
Toda felicidade, toda paixão!
Meu coração brando e companheiro
De beleza cheio
É poema, é canção!
domingo, 30 de maio de 2010
Transfiguração
Núbia Saldanha
Fome de poesia -
Transmuda coisas e razão
E esta poetisa canta
A sinfonia do vento
No mel esquecido dos mortais
Pela queda, o cavalo alado
Transfigura-se no Norte
E na noite, o mito assume
O poder da luz
Mundo sem valia, vão...
Pelo sagrado, espreitam-se os segundos
E a humanidade, - só
Perdida, sem esperança, chora
Fome de poesia -
Transmuda coisas e razão
E esta poetisa canta
A sinfonia do vento
No mel esquecido dos mortais
Pela queda, o cavalo alado
Transfigura-se no Norte
E na noite, o mito assume
O poder da luz
Mundo sem valia, vão...
Pelo sagrado, espreitam-se os segundos
E a humanidade, - só
Perdida, sem esperança, chora
Ó tu, Sol perpétuo!
À Mona Liza Saldanha
Núbia Saldanha
Ó tu, Sol perpétuo
Que me ascende das ilusões
Às mais vivas regiões das quimeras
És a maravilha maior
Esta filha tua
Não conhece outro bem
No todo,- és o verbo
Guia da Razão Profunda que não transcende
Da inteligência, - és só
O Infinito Absoluto!
Pela realeza e graça
Um ethos-eixo remanesce
E na longevidade
Dos espaços estelares
Em beleza e magnitude
Brilha o enigma
Pelo domínio régio da fonte
Inspira-se o poema
E só o espírito bebe
Da verdade pura - A magnificência!
Núbia Saldanha
Ó tu, Sol perpétuo
Que me ascende das ilusões
Às mais vivas regiões das quimeras
És a maravilha maior
Esta filha tua
Não conhece outro bem
No todo,- és o verbo
Guia da Razão Profunda que não transcende
Da inteligência, - és só
O Infinito Absoluto!
Pela realeza e graça
Um ethos-eixo remanesce
E na longevidade
Dos espaços estelares
Em beleza e magnitude
Brilha o enigma
Pelo domínio régio da fonte
Inspira-se o poema
E só o espírito bebe
Da verdade pura - A magnificência!
terça-feira, 4 de maio de 2010
MANIFESTO
Para Nabel Saldanha
Branco-luz
Alfarrábios de glória
Alfarrábios de glória
asas translúcidas e ouro
em terras magnicídas.
Pérfidas mangorras
edens e infortúnios
por vãs ciências
há um deus em furta sangria.
Abortos cósmicos
vazados de sonhos
e por insanas torrentes
deisvairios eternos de aritméticas errantes.
Algozes,
criva-se o halo em lhanas esperanças
faz-se crer por miragens contestes
os anjos de barro.
Na lâmina azul nascente
uma bolha se fia
e em arremessos
esvoaçam-se as penas
pelo cravo das horas.
Astros binários
ciclones e fantasias
temíveis segredos
que em sopro de púrpura
indivisíveis regem
a flor da manhã.
domingo, 2 de maio de 2010
FORMAS DELICADAS
Para Juliana de Lima Tavares
Arredondadas formas
Formas de mãe
Onde abrigam a vida
Sob conchas e pérolas
Seios, ombros e quadris
Formas de mulher - benditas formas
Onde corre o leite e o mel
Formas côncavas
De olhos vigilantes e cálices
Sob tuas fontes e montes - o fruto
- Mistério e segredos da criação
sábado, 1 de maio de 2010
ELE
Coisa não há mais forte
Que nos arraste
Ao absurdo
De todos os mundos desconhecidos
E sentimentos inexplicáveis
Do que a descoberta de alguém
Que em carne
É o próprio inusitado
Estes seus olhos...
Estes seus olhos de ventura
A presença forte
O irreverente porte
E a voz altiva
Faz de você
Fascinante criatura
Que versátil cativa
E inquieto desafia
O meu tímido ser
E por seus olhos
Eu já não durmo mais
Os dias se vão, e logo
As minhas insones noites se vêm
E eu, a refletir sem saber
Como arrumei tanto bem
O seu olhar
Parece adivinhar
O meu querer
E como matiz
De todas as luzes
Ele me prende e seduz
Sem eu nada
Poder fazer
segunda-feira, 26 de abril de 2010
JE SUIS MOI PURE EN MOI!
Je suis celle
Qui rachète les rêves
Et répand dans le foyer
La douceur du matin !
Je suis celle
Qui fait la chance
Donne un nom à l'heure
Et part toute seule !
Je suis celle
Qui se réveille tôt
Et veille au mystère
Des nouveaux jours à naître !
Je suis celle
Dont les jours sont comptés
Et qui donne la vie
Sans craindre la nuit !
Je suis celle
Qui est faite de chemins
Et qui porte le temps
Dans son coeur !
Je suis celle
Toute magie !
Qui malgré tout
Croit encore !
Je suis celle enfin:
Qui dans l'obscurité
Voit la lumière
Que personne ne voit !
Je suis celle
Qui est de passage
Et témoin de la grâce
De la belle saison ! ! !
Je suis moi, pure en moi!
domingo, 25 de abril de 2010
Seria eu o quê?
Seria eu o quê se não fosse o que já era
Um gênio, talvez torto
Por excelência, um sublime louco
O maior criador de obras-primas
As mais belas fantásticas, colossos sem iguais,
Vistos jamais sobre a terra!
Ser... Poderia eu também poeta
Um lunático bem diferente
Ou mesmo, um guerreiro potente
Acima dos que vencem a todas as nações!
Aí então, eu seria o magnífico refrão das lutas
universais
A palavra-chave, o paradigma
Que pungente dita a glória e se faz na história
O doce manar dos imortais!
Porém, eu melhor seria um rio
Que tal qual a vida
Corre a fio sem parar
E num perene desafio leva
Para longe as mágoas
Que junto às suas águas vão
E não mais voltam
Para o mesmo lugar!
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